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92. Manifestações de vida inteligente no Universo

02.06.18 - 15h37
Categoria: EVENTOS
crédito: Equipe UFO
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Cel. Antonio Celente Videira, imagem Cel. Marcos Kentaro Adachi, Art. gráf. Rafael Amorim, Prof.ª Maria Dalcira Garcia Campos, Adm. Pedro de Campos no amistoso e descontraído encerramento do Congresso de Porto Alegre - maio/2018.

Pedro de Campos

 

Ao findar o XXIII Congresso Brasileiro de Ufologia, em Porto Alegre, o meu pensamento é de que estamos neste nosso mundo de três dimensões observando os fenômenos ufológicos que podem muito bem ser oriundos de civilizações inteligentes de exoplanetas distantes ou até mesmo de alguma dimensão além da nossa. Não se espante caro leitor, com esta última afirmação, porque ela não se mostra ilógica do ponto de vista teórico. Afinal, a energia se transforma em massa e a massa em energia, como mostrou a Teoria da Relatividade de Einstein e o físico norte-americano Oppenheimer deu cunho prático com a bomba atômica que findou a Segunda Grande Guerra. 

 

Em termos históricos, vale lembrar que em 1905 o físico Albert Einstein deu a público sua fórmula de que “energia” e igual a “massa” multiplicada pela “velocidade da luz ao quadrado” (E=mc²). Na Alemanha, experimentos do físico Otto Hahn, levados a feito desde 1938, descobrem a fissão nuclear do urânio, concluindo que o processo de fissão nuclear liberava enorme quantidade de energia e que era a chave para uma arma terrível. Em 1941, chegou aos EUA que os alemães estavam pesquisando o urânio para fazer uma arma devastadora. O assessor científico do presidente, Vannevar Bush, deu o alarme e recomendou ao presidente Roosevelt levar adiante tal objetivo com todos os recursos. Os trabalhos preliminares tinham sido realizados na Universidade de Columbia, na ilha de Manhattan, por isso a iniciativa recebeu o codinome de Projeto Manhattan. Várias centenas de cientistas e cerca de 150 mil pessoas ocuparam-se do empreendimento que foi dirigido pelo físico norte-americano Robert Oppenheimer, no Laboratório Nacional de Los Alamos, no Novo México. Finalmente, em 1945, o trabalho culminou na bomba atômica americana.

 

Oppenheimer soube transmutar massa em energia, provocando a reação em cadeia que resultou na explosão atômica no Japão, mas estava longe de saber como fazer o contrário, ou seja, como transmutar aquela energia dispersa pela bomba na mesma massa organizada que a gerou. O homem ainda não sabe fazer isso, mas não pode dizer que outra civilização mais avançada não o saiba. De fato, a relatividade dá em teoria que a energia também se transforma em massa - espera-se que a forma reversa (m=E/c²) nos seja possível alcançar no futuro por algum meio de coagulação organizada da luz. O Universo inteiro é feito de energia e massa, tudo vibra em determinada frequência e a vibração da frequência determina todas as formas universais. Assim, um conjunto organizado em forma de energia poderia baixar a vibração e assumir sua forma similar na massa, num efeito de materialização.

 

A magnífica relatividade nos faz refletir também sobre outros postulados científicos: de que no princípio do Universo já fomos apenas energia e que depois de bilhões de anos viramos massa na Terra, em forma de uma simples bactéria, a qual evoluiu em bilhões de anos e tornou-se homem inteligente, inventor de ciência e tecnologia. Da mesma maneira, postula-se que não haveria motivo lógico para impedir que a vida prosperasse naquele Cosmos inicial, após o Big Bang, enquanto tudo estivesse girando em forma de energia, antes de virar massa e de produzir mundos físicos como a Terra. Na verdade, o Big Bang foi o ponto de partida de tudo, espaço, tempo, matéria e vida, inclusive vida em foma de energia, porque massa e energia são apenas expressões diferentes da mesma coisa.

 

Então, passados dois terços da idade do Universo, quando nos tornamos massa sólida, em teoria já poderia haver no Cosmos, formada muito antes, logo após o Big Bang, um tipo de vida rarefeita e agora já evolucionada, constituída de uma quintessência inteligente, de um plasma de energia vital. Aquela vida incomum, corporalmente prosperada num estádio menos material que o nosso, seria portadora de uma ciência baseada na energia, com tecnologias que podemos apenas imaginar em relances, sem sabermos como seriam possíveis. Não sabemos, com o nosso positivismo científico cunhado na massa, como entidades eclodidas na energia poderiam transmutar seus corpos e seus engenhos rarefeitos em massa tangível no nosso mundo denso, de três dimensões, tal como testemunhado por vezes nas incidências ufológicas e contatos alienígenas de proximidade. 

 

É claro que muita coisa falada dos UFOs se trata apenas de exagero, imaginação, fraude e eventos da natureza mal compreendidos. Mas, ainda tirando tudo isso, a casuística ufológica se faz presente para quem olha os céus, presta atenção nas incidências e pesquisa a fundo os melhores casos. Em particular, tenho feito isso com os pés no chão e recomento que todos façam o mesmo. Estou certo de que um dia haveremos de descobrir que além deste mundinho há outros no Universo com gente mais adiantada. E que talvez já estejam nos visitando veladamente há tempos, chegando ao nosso planeta viajando por fora do nosso espaço, sem que saibamos como, e sem que possamos percebê-los.

 

E quando no futuro nos depararmos com um astronauta extraterrestre, na verdadeira acepção da palavra, se por cortesia oferecermos a ele um cafezinho, como fazemos às nossas visitas comuns, por certo o ET nos agradecerá a amistosidade, mas dirá que para tomar o nosso café teria de fazer um exame detalhado da composição para saber se seria compatível ao seu organismo. É que gente física como nós tem limitações físicas, o que não parece haver em boa parte dos contatos testemunhados na Ufologia. Isso nos faz desconfiar de que, além de gente física como nós, em exoplanetas, haveria também, nas profundezas etéreas do Cosmos, entidades ultrafísicas (UTs), seres inteligentes dotados de uma bioforma corpórea de energia rarefeita, manifestações de vida num estado corpóreo que contrapõe a nossa massa de carne e osso. Seriam como as notas musicais que vibram numa oitava de frequência acima das outras e vão, de maneira similar, compor as belezas da sinfonia. O que significa dizer que as notas são as mesmas, mas elas estão numa dimensão invisível, de sonorização mais aguda, ofertando percepções variáveis e escritas apenas na quintessência da energia que vibra no cosmos. 

 

Se for assim, quando houver um contato formal com seres extraterrestres (ETs) e com entidades ultraterrestres (UTs) ficará comprovado de modo irrefutável que “na casa de Deus [o universo] há muitas moradas”, físicas e ultrafísicas, como registram as Escrituras. Enquanto isso, a nós convém irmos em frente com os pés no chão e a cabeça raciocinando, sem nos abalançarmos na imaginação, porque somos pessoas que gostam das coisas certas, das pesquisas científicas e das investigações oficias para chegarmos à verdade, sempre com retidão, honestidade e segurança. 

 

Tal seriedade no trato da Ufologia esteve presente a todo o momento neste Congresso de Porto Alegre, maio de 2018. Cabe-nos um agradecimento especial ao nosso amigo e irmão, coronel da reserva da Força Aérea Brasileira (FAB), Antonio Celente Videira, que mostrou ao público “A Trajetória Histórica de Pesquisa Ufológica Oficial no Brasil”. Também um agradecimento especial ao coronel aviador da FAB, Marcos Kentaro Adachi, chefe da divisão de operações do Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA II), órgão da estrutura do Comando da Aeronáutica responsável pela defesa aeroespacial e pelo controle de tráfego aéreo nos estados do RS, SC, PR, MS e parte dos estados do sudeste. De modo brilhante, o coronel Adachi discorreu sobre a estrutura dos radares operados pela Aeronáutica em todo o território nacional e confirmou as detecções do denominado Tráfego Hotel, que no jargão da FAB refere-se aos UFOs, cujos relatórios já ficam à disposição desde 2005 no Arquivo Nacional.

 

Parabéns ao publicitário e artista gráfico Rafael Amorim, nosso amigo e irmão de jornada, pelo lançamento de seu livro em quadrinhos O Mundo de Chico e de sua obra “10 anos ilustrando a Ufologia”, uma amostra de anos desenhando as capas da revista UFO, livros e DVDs, especialidade adquirida com as suas extensas pesquisas ufológicas. No Núcleo de Estudos Ufológicos de Santa Cruz do Sul (NEUS), como perito de Ufologia e arte gráfica Rafael tem feito o retrato falado de seres alienígenas em conjunto com as testemunhas e em seu escritório desenvolvido trabalhos para a série ufológica da History Channel. Como escotista desde criança e chefe nas atividades dos ramos lobinho, escoteiro, sênior e pioneiro do Grupo Escoteiro Vera Cruz (RS), o Chefe Bala coordena a equipe de comunicação da entidade e tem como dever principal ajudar nas atividades distritais da sua comunidade – escotista exemplar, artista especializado e homem de valor. Parabéns também a todos os participantes do Congresso, civis e militares (Brasil, Uruguai, Argentina, Chile e Peru), aos colegas conferencistas, organizadores e ao comandante do evento, o jornalista Ademar Gevaerd.

 

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Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos; Lentulus – Encarnações de Emmanuel, publicados pela Lúmen Editorial. E também dos recém-lançamentos: A Epístola Lentuli e Arquivo Extraterreno. E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte A e Parte B, lançados pela Revista UFO. Conheça-os! Visite também o blog do autor no site da Lúmen Editorial, clique aqui para conhecê-lo.   Facebook .

 

 

91. Ufologia em Porto Alegre (RS)

25.04.18 - 07h46
Categoria: EVENTOS
crédito: arquivo histórico - PedrodeCampos
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XXIII Congresso Brasileiro de Ufologia - II Encontro de Ufologia Avançada do Rio Grande do Sul, de 25 a 27 de maio, Hotel Embaixador, Porto Alegre.

Pedro de Campos

 

Dando prosseguimento aos Congressos de Ufologia da Revista UFO, o organizador A. J. Gevaerd fará realizar mais um evento de 25 a 27 de maio de 2018, no Hotel Embaixador, em Porto Alegre, Rua Jerônimo Coelho, 354. Inscrições no site da Revista UFO, clique aqui para saber mais.

 

Trata-se de uma promoção regular da Revista UFO, uma publicação especializada em Ufologia com 35 anos de atividades. Os congressos são realizados em diversas cidades brasileiras, levando sempre notícias atuais e conhecimentos abalizados sobre as incidências alienígenas na Terra. A organização dos eventos escolhe os conferencistas com o máximo rigor, convidando sempre ufólogos com real atividade produtiva na Ufologia Brasileira e Mundial. Os temas, ora propostos ora solicitados, estão em sintonia com a atualidade das pesquisas ufológicas no Brasil e no mundo, sendo as conferências acompanhadas desde a sua elaboração para elevada qualidade de imagens, sons e conteúdo informacional. 

 

Cada evento traz uma experiência enriquecedora aos participantes, mostrando que a Terra é apenas um de incontáveis planetas habitados por seres inteligentes do Universo. Desta feita, em Porto Alegre, estarão presentes conferencistas dos Estados Unidos, Chile, Peru, Argentina e Uruguai, inclusive ex-agente do Pentágono e oficiais militares, havendo a tradução simultânea das conferências, e dez palestrantes nacionais consagrados. Haverá também opcionais de livros, revistas, DVDs, workshop agenda alienígena e jantar de confraternização. 

 

PEDRO DE CAMPOS fará sua palestra no sábado, 26 de maio, às 10h00. O palestrante é formado em mecânica, telecomunicações e administração de empresas, trabalhou em empresa multinacional na Itália por dois anos e trouxe para o Brasil tecnologia para transmissão de dados via satélite, teleimpressores adquiridos pela Embratel. É pesquisador de espiritismo científico, psicobiofísica e Ufologia. É consultor da Revista UFO, escreve para as revistas UFO e Espiritismo & Ciência, publicadas pela Mythos Editora. É autor de oito livros publicados pela Lúmen Editorial, São Paulo. 

 

Palestra: UFOS NA CIDADE DE PEDRA E ENTRADA PARA MUNDOS DESCONHECIDOS. Descrição: A Cidade de Pedra de Minas Gerais, como é conhecida São Thomé das Letras, é considerada um dos sete pontos mais energéticos da Terra, possui belezas naturais revestidas de mistérios e grandes surpresas ufológicas. O palestrante esteve no local investigando casos, falou com ufólogos, testemunhas e pessoas abduzidas que tiveram experiências de entradas a mundos subterrâneos, vivências paranormais, avistamentos de UFOs e visitas inesperadas de seres incomuns. A frequência desses eventos extraordinários é significativa na Cidade de Pedra e serão mostrados na conferência por meio de imagens, fotos e filmes. 

 

 

Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos; Lentulus – Encarnações de Emmanuel, publicados pela Lúmen Editorial. E também dos recém-lançamentos: A Epístola Lentuli e Arquivo Extraterreno. E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte A e Parte B, lançados pela Revista UFO. Conheça-os! Visite também o blog do autor no site da Lúmen Editorial, clique aqui para conhecê-lo. Facebook.

 

90. Caso Ubatuba Revisitado

13.04.18 - 07h46
crédito: Rafael de Campos
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Ufólogo Pedro de Campos dá seu parecer sobre supostos “debris” vindos à baila agora do antigo Caso Ubatuba

Por Pedro de Campos

 

Esta incidência despertou-me a atenção há anos. Vou repetir aqui o que já tratei de maneira mais entendida em postagem remota feita aqui sobre o Caso Ubatuba- Praia das Toninhas (SP) 1957. Corria então o ano de 1961, quando um amigo de infância, o José Carlos Rodrigues, mostrou-me um pedaço de metal dizendo que seu pai, Arnaldo Rodrigues, recolhera anos antes de uma explosão de disco voador. 

 

A história dava conta de que “o objeto espatifara em pedaços que foram recolhidos”. O José Carlos, naquele dia, tinha em mãos dois daqueles pedaços: um deles, de uns três centímetros, ficou guardado com ele, imagino, e o outro, pouco menor, de uns dois centímetros, presenteou-me. Ele tinha em casa outros pedaços e, depois, ainda me deu outro, mas o segundo acabou se perdendo na época. Eu nada mais sabia sobre discos voadores e nem me interessei além de ouvir aquela história fascinante, e o mesmo aconteceu com meu amigo de infância – éramos crianças e o relato incomum vinha do pai dele. 

 

A tal “pedra do disco”, como era chamada por nós, ficou comigo até 1988, quando mudei de residência e, depois, não sei aonde foi parar. O senhor Arnaldo, por sua vez, faleceu em 1974. Nos anos 90, quando passei a interessar-me por UFOs, fiquei sabendo do Caso Ubatuba. Por coincidência ou não, dava-se conta de que um disco voador espatifara-se em Ubatuba, no ano de 1957, e isso me deixou intrigado com a “pedra” que José Carlos me dera nos idos de 61. 

 

Então, em anos recentes, voltei a falar com ele, mas não pude ter qualquer detalhe do episódio – José Carlos não sabia o paradeiro de sua pedra nem se lembrou de algum detalhe que pudesse ajudar-me a entender melhor o caso, mesmo porque ele estava passando por grave momento de saúde familiar e não tinha cabeça para aprofundar o raciocínio. Não fui procurar sua mãe, a nossa querida dona Aurora, porque, já idosa, morava em outra casa e eu não queria incomodá-la com perguntas que talvez pudessem lhe trazer algum incômodo.   

 

De todo modo, em razão de haver proximidade entre o ano daquela antiga incidência ufológica (1957) e o da “pedra” que me fora presenteada (1961), bem como do informe de José Carlos dando conta de que “a pedra era um pedaço de disco voador que explodira”, pareceu-me apenas lógico haver sintonia entre os casos. Este o motivo do meu interesse no Caso Ubatuba.

 

DEBRIS RECEBIDOS HÁ POUCO

 

Agora, em abril de 2018, fiz uma palestra sobre “UFOs & Contatos Alienígenas” na Biblioteca Municipal Viriato Corrêa, na Vila Mariana, São Paulo. Nesta ocasião, enquanto eu autografava os livros que me eram trazidos, recebi a visita do ufólogo Edison Boaventura Júnior. O pesquisador já havia entrado em contato comigo vezes anteriores, porque assistira a uma entrevista minha dada anos antes no programa televisivo Ponto de Vista, da Câmara Municipal de Guarulhos, no qual eu havia abordado em linhas gerais essa ocorrência na Praia das Toninhas. 

 

Por coincidência ou não, Boaventura está agora aprofundando pesquisas sobre alguns supostos exemplares do Caso Ubatuba, cujos debris ele os teria “recebido há pouco de pessoa confiável”, segundo suas palavras.  Então me mostrou os seus debris e pediu-me uma comparação com os que eu tivera em mãos no passado – seria importante para ele, agora que está revisitando histórica e cientificamente o Caso Ubatuba, ter um parecer de alguém que, sugestivamente, tivera em mãos um possível material daquela incidência. 

 

Sem dúvida, em uma rápida olhada em seus debris, notei aparência semelhante aos da descrição original, dada pelo doutor Olavo Fontes. No quesito “pó branco impregnado nas frestas do metal”, os de agora estão mais próximos da descrição original do que aqueles que eu tive em mãos no passado, cujo pó entranhado era menos abundante. Ainda de modo comparativo, ambos possuem o mesmo jeito de coloração, de leveza e de focos escuros que podem sugerir queima decorrente de alguma explosão. 

 

Convém destacar que em suposta nave alienígena poderia haver, sugestivamente, materiais de composições variadas que, numa explosão do aparelho, seriam naturalmente espalhados como destroços de diferentes composições, sendo o quesito “igualdade de material” apenas detalhe para comparação. O mais importante seria a raridade de sua constituição e seu arranjo estrutural que formou a síntese harmônica capaz de chegar a mundo distante e realizar sua tarefa. Mas, ainda assim, seria providencial comparar os exemplares de agora com os do passado, usando as análises metalográficas realizadas no Brasil e nos Estados Unidos, hoje disponíveis, porque se poderia ter uma visão cientificamente mais elucidativa dos supostos debris de Ubatuba que presentemente vieram à baila. É tudo o que posso afirmar. 

 

 

FONTES PARA SUA CONSULTA – Clique em:

 

1. ORIGINAL INGLÊS 

2. OUTROS AUTORES 

3. ORIGINAL DR. FONTES (deu origem ao "ORIGINAL INGLÊS") 

4. WALKER JOHNSON 

5. EXPECTOGRAFIA NO BRASIL, DOW METAL, UNIV. COLORADO 

6. DOW CHEMICAL 

7. ANÁLISE DA COMPOSIÇÃO DO MAGNÉSIO BRASIL 

8. RELATÓRIO SOBRE INVESTIGAÇÃO DO MAGNÉSIO

9. PROJETO COLORADO, CONDON (Seção III, Cap.3. Evidência Física Direta, refutação)

10. CONDON 

11. CARTA DO GENERAL TWINING, CHEFE DO AMC - Opinião do Comando de Material Aéreo (AMC) sobre Discos Voadores, 23 set. 1947. 

12. DIRETIVA SOBRE DISCOS VOADORES PARA AMC - 30 dez.1947. Responde: “É desejável que o Comando de Material Aéreo estabeleça um projeto cuja finalidade é coletar, cotejar, avaliar e distribuir para agências governamentais e empresas contratadas todas as informações relativas a avistamentos e fenômenos na atmosfera que possam ser interpretados como sendo de preocupação com a segurança nacional”. Isso, alguns anos depois, incluiria o Caso Ubatuba, porque o GENERAL TWINING, CHEFE DO AMC, em CARTA (2. h.2), informa resentir-se de "evidência física na forma de crash [colisão, acidente]" para certificar os objetos. 

 

 

Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos; Lentulus – Encarnações de Emmanuel, publicados pela Lúmen Editorial. E também dos recém-lançamentos: A Epístola Lentuli e Arquivo Extraterreno. E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte A e Parte B, lançados pela Revista UFO. Conheça-os! Visite também o blog do autor no site da Lúmen Editorial, clique aqui para conhecê-lo.   Facebook.

 

 

89. UFOs & Contatos Alienígenas na Biblioteca

10.04.18 - 09h15
Categoria: EVENTOS
crédito: Claudio Iatauro
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O autor e ufólogo Pedro de Campos autografando na Biblioteca Viriato Corrêa, em São Paulo, durante o Projeto X - 08 de abril de 2018.

Pedro de Campos

 

O ciclo de palestras do Projeto X, organizado pelo ufólogo Claudio Iatauro, consultor da revista UFO, foi realizado na Biblioteca Municipal Viriato Corrêa, na Vila Mariana, e encerrou-se neste domingo. O evento verificou-se no mesmo dia em que na região do Ibirapuera, em São Paulo, foi promovida a 24ª Maratona Internacional de São Paulo, com milhares de participantes. E na rua Sena Madureira, próxima à Maratona, onde se situa a Biblioteca, a Ufologia também deu a largada. O público que lotou o auditório na manhã deste domingo pôde assistir ao que há de mais atual em termos de incidência ufológica no Brasil. 

 

Não obstante as dificuldades técnicas com o equipamento da Biblioteca que causaram certos retardos, casos importantes de UFOs puderam ser mostrados com imagens, fotos e filmes nos quais o ufólogo Pedro de Campos deu a interpretação das principais Escolas de Ufologia da atualidade. O palestrante examinou cada caso à luz das teorias: Extrarrestre, Ultraterrestre e Psicocultural. Assim, o público pode entender os fundamentos de cada uma das Escolas e fazer seu próprio juízo para comentar no auditório e concluir sobre cada incidência mostrada. 

 

Brevemente, a Ufologia Brasileira dará mais um grande passo para o entendimento e a interpretação da questão ufológica no mundo com a realização do XXIII Congresso Brasileiro de Ufologia, no qual estarão presentes oficias de quatro governos da América do Sul, dez palestrantes do Brasil e seis convidados internacionais. Destacamos aqui a presença de Luis Elizondo, ex-agente do Pentágono que abalou o mundo revelando segredos militares da CIA sobre os UFOs. A revista UFO realizará esse evento em Porto Alegre, no Hotel Embaixador, de 25 a 27 de maio próximo. Inscrições no site da revista UFO. Não perca - faça já sua inscrição!

 

 

Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos; Lentulus – Encarnações de Emmanuel, publicados pela Lúmen Editorial. E também dos recém-lançamentos: A Epístola Lentuli e Arquivo Extraterreno. E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte A e Parte B, lançados pela Revista UFO. Conheça-os! Visite também o blog do autor no site da Lúmen Editorial, clique aqui para conhecê-lo. Facebook.

 

88. Ufologia na Biblioteca Viriato Corrêa

29.03.18 - 14h20
Categoria: EVENTOS
crédito: arquivo histórico - Equipe UFO
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Ufologia na Biblioteca Municipal Viriato Corrêa, São Paulo, ciclo de palestras do Projeto X - 08 de abril de 2018.

Pedro de Campos

 

Dando prosseguimento ao Ciclo de Palestras Ufológicas do Projeto X, o organizador e ufólogo Claudio Iatauro, consultor da revista UFO, fará realizar mais um evento no dia 08/04/2018, domingo, das 11h00 às 15h00, na Biblioteca Municipal Viriato Corrêa, Vila Mariana - São Paulo, Avenida Sena Madureira, 298 (metrô Vila Mariana) - entrada franca (por ordem de chegada e até o limite da lotação - 101 lugares). 

 

Palestrantes e palestras: 

 

PEDRO DE CAMPOS: Formado em mecânica, telecomunicações e administração de empresas, trouxe para o Brasil tecnologia para transmissão de dados via satélite comprada pela Embratel. Pesquisa Ufologia, Psicobiofísica e Espiritismo Científico. É autor de oito livros: Colônia Capella; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos; Arquivo Extraterreno; Lentulus – Encarnações de Emmanuel; A Epístola Lentuli; e de dois DVDs: Os Aliens na Visão Espírita - Parte A e Parte B, lançados pela revista UFO. É consultor da UFO, escreve para as revistas UFO, Espiritismo & Ciência, Espiritismo - O Grande Consolador, publicadas pela Mythos Editora.

 

Palestra: UFOs & Contatos Alienígenas. Descrição: Não há quem vá à mística cidade de São Thomé das Letras, em Minas Gerais, e não fique arrebatado por seus mistérios ao percorrer as exuberantes montanhas de pedra, os vales verdejantes, as cavernas enigmáticas e suas cachoeiras deslumbrantes. O pôr do sol na Pirâmide é verdadeiramente magnífico. A cidade é tida como uns dos sete pontos mais energéticos da Terra e seus mistérios beiram o inacreditável. As surpresas ufológicas são inúmeras: avistamentos de objetos voadores não identificados, de naves insólitas com tripulantes não humanos, de seres que fazem contato com o homem e abduções surpreendentes por seres extraterrestres. O palestrante esteve lá investigando casos, tratou com testemunhas de UFOs e com pessoas abduzidas que foram levadas a mundos enigmáticos. Casos incomuns serão examinados criteriosamente pelo palestrante.

 

LUIZ RICADO GEDDO: Apresentador do prestigioso programa Fenômeno UFO, da Rádio Boa Nova (1450 AM) e TV Mundo Maior, levado ao ar aos sábados, 13h00, pelas emissoras da Fundação Espírita André Luiz - tel. 0800 979 5011. É ufólogo, eletrotécnico, economista e voluntário no Centro Espírita Nosso Lar – Casas André Luiz.

 

Palestra: Os Extraterrestres e as Civilizações Antigas

 

Programação: 

 

11h00 – 11h30 – Credenciamento e abertura

 

11h30 – 13h00 - Palestra de PEDRO DE CAMPOS 

 

13h00 – 13h30 - Coffe Break: café com bolos, frutas e sucos

 

13h30 – 15h00 - Palestra de LUIZ RICARDO GEDDO

 

 

Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos; Lentulus – Encarnações de Emmanuel, publicados pela Lúmen Editorial. E também dos recém-lançamentos: A Epístola Lentuli e Arquivo Extraterreno. E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte A e Parte B, lançados pela Revista UFO. Conheça-os! Visite também o blog do autor no site da Lúmen Editorial, clique aqui para conhecê-lo. Face book.

 

87. Esqueleto humanoide de Atacama não é extraterrestre

26.03.18 - 15h57
crédito: GaleryBeingPictures
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Ata – o esqueleto de Atacama achado em 2003, pesquisado em laboratório a partir de 2009 e concluído cientificamente em 2018.

 

Por Pedro de Campos

 

O sequenciamento do genoma do esqueleto de Atacama apresentado agora pelos especialistas mostra novas mutações relacionadas à displasia e comprova que a criatura chamada Ata é na verdade um ser humano, não um extraterrestre como se cogitou em palestra de congresso.

 

Em 2003, no Chile, na região de Atacama foi achado um esqueleto incomum, cujas características humanoides sugeriam algo extraordinário. O espécime chamado de Ata carregava em si um fenótipo estranho – um ser de 6 polegadas (15 centímetros), menos que o tamanho das costelas de um ser humano normal. O espécime tinha um crânio alongado e uma idade óssea acelerada, levando à especulação de que poderia ser um primata bem preservado de alguma ramificação já extinta, talvez até um feto humano portador de mutações genéticas ou mesmo um hipotético ser extraterrestre

 

Segundo os especialistas que estudaram detidamente o espécime em laboratório, a análise do DNA de Ata revelou que é na verdade um ser humano com idade óssea estimada entre 6 a 8 anos no momento da morte. Para determinar os possíveis fatores genéticos da morfologia observada, os geneticistas submeteram o DNA ao sequenciamento do genoma completo, usando a plataforma Illumina HiSeq (com uma média de 11,5 × cobertura de leituras de pares parciais de 101 pb). No total (3.356) foram encontradas 569 variações de nucleotídeo único (SNVs) em comparação com o genoma de referência humano, outras 518.365 inserções e deleções (indels), além de achadas 1.047 variações estruturais (SVs)

 

A análise detalhada do genoma completo mostra que Ata é uma fêmea de origem humana, provavelmente de ascendência chilena, e que seu genoma abriga mutações nos genes (COL1A1, COL2A1, KMT2D, FLNB, ATR, TRIP11, PCNT) previamente relacionados com doenças de pequena estatura (nanismo), anomalias de costelas, malformações cranianas, fusão articular prematura e osteocondrodisplasia (também conhecida como displasia esquelética). 

 

Como conclusão, juntando as informações, os achados fornecem uma caracterização molecular do fenótipo peculiar de Ata que provavelmente resulta de múltiplas mutações genéticas putativas já conhecidas e outras novas, as quais afetam o desenvolvimento geral e o trabalho de ossificação do organismo. 

 

Estudos complementares publicados na quinta-feira, 22 de março de 2018, na Genome Research, dão conta também de que o motivo de tantos defeitos genéticos seria porque na cidade de La Noria fazia-se mineração de nitrato e que a exposição a essa substância poderia ter afetado o corpo do espécime causando as más formações observadas. 

 

Assim, a Ufologia Científica continua sua procura de organismo ou de material certificado como extraterrestre que se possa dar como prova pública inquestionável à visita de astronauta extraterrestre ao nosso planeta. 

 

 

Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos; Lentulus – Encarnações de Emmanuel, publicados pela Lúmen Editorial. E também dos recém-lançamentos: A Epístola Lentuli e Arquivo Extraterreno. E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte A e Parte B, lançados pela Revista UFO. Conheça-os! Visite também o blog do autor no site da Lúmen Editorial, clique aqui para conhecê-lo. Face book.

 

86. Caça à nave-mãe gigantesca

13.03.18 - 08h10
Categoria: CASUÍSTICA
crédito: PedroDeCampos
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Oriental Noronha conta a Pedro de Campos sobre a nave-mãe gigantesca avistada em São Thomé das Letras.

Pedro de Campos

 

Na entrevista que realizamos com Oriental Luiz Noronha, o Tatá, em São Thomé das Letras, agora nas bancas na Revista UFO 255, enquanto a resenha do colóquio estava no prelo o entrevistado nos contou um caso intrigante, que vamos narrar aqui ao leitor. Fizemos a seguinte pergunta:

 

Houve algum avistamento que para você, Tatá, ficasse nítido a fuselagem da nave, algum detalhe dela ou dos ocupantes que se pudesse dizer algo absolutamente físico, sem engano?

– Pedro, eu não sei precisar a data exata, mas no começo dos anos 70, eu estava em uma propriedade na zona rural do bairro do Cantagalo, com minha companheira e mais um casal amigo. Era em torno de 8 horas da noite, quando avistamos sobre a Pedra do Disco, no bairro do Areado, uma nave-mãe que transitava lentamente nos céus. A nave era enorme, tinha uns 2 km de comprimento, semelhante a um charuto. Não consegui definir sua cor, mas notei um facho de luz esverdeado que iluminava o ambiente pela parte superior do objeto. Havia também uma pequena luz na frente e uma grande na parte traseira da nave. De repente vieram cinco luzes arredondadas, de uns 10 metros de diâmetro cada, eram pequenas perto do objeto de tamanho descomunal. As luzes menores, em grande velocidade, entravam e saíam do interior do objeto e ficaram assim por uns 10 minutos. Uns 5 minutos depois da nave e das luzes menores desaparecerem do nosso campo visual, dois caças da Força Aérea passaram em linha reta na mesma rota da enorme nave-mãe. Tudo bem nítido, sem qualquer engano.

 

Quando esta longa entrevista de Tatá que fizemos para a revista UFO estava no prelo para ir às bancas, em uma conversa ele nos acrescentou algo intrigante: “Sobre o caso dos aviões caça, eu testemunhei uma história bem estranha, contada por um daqueles pilotos, que uma década depois esteve em São Thomé das Letras e falou-me do caso”

 

CONOTAÇÃO À NOITE OFICIAL DOS UFOs

 

Antes de prosseguirmos, caro leitor, é preciso explicar aqui o que foi a chamada Noite Oficial dos UFOs, uma importante incidência ufológica verificada a 19 de maio de 1986. Naquela noite, e na madrugada que a seguiu, nada menos que 21 objetos voadores não identificados foram detectados pelos radares do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA I) sediado em Brasília. Por várias horas o espaço aéreo dos estados de Goiás, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro recebeu uma revoada de UFOs tão chocante que o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA) considerou que a segurança do espaço aéreo de São Paulo, onde se concentra o maior número de rotas aéreas do país, fora ameaçado. 

 

Diante da incursão aérea inusitada, o Alto Comando da Força Aérea Brasileira ordenou operações de interceptação e perseguição aos UFOs. Então aviões caças Northrop F-5E Tiger II e Dassault Mirage III foram lançados em duas operações: uma partindo da Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, e outra da de Anápolis, em Goiás. No dia seguinte, o então Ministro da Aeronáutica, o tenente-brigadeiro do ar Octávio Júlio Moreira Lima deu uma entrevista à imprensa, junto com os pilotos que realizaram a operação para confirmar as ocorrências. Por isso, o incidente ficou conhecido como "Noite Oficial dos UFOs"

 

Cabe esclarecer que 19 anos depois, em maio de 2005, após intensa campanha da revista UFO para ter os documentos oficiais, a Força Aérea Brasileira liberou os papéis. Em uma das pastas, havia 134 páginas mostrando as ocorrências na noite crítica. Em outra, estavam 99 páginas com incidências nos dias seguintes e, em especial, na página 54/99 deste relatório, o brigadeiro do ar, José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, comandante do COMDABRA, registra: “3 - Como conclusão dos fatos constantes observados, em quase todas as apresentações, este Comando é de parecer que os fenômenos são sólidos e refletem de certa forma inteligência, pela capacidade de acompanhar e manter distância dos observadores como também voar em formação, não forçosamente tripulados".  

 

Acontece que nessa época, após esse episódio intrigante, Tatá recebeu em São Thomé da Letras um hóspede imprevisto. O homem chegou à sua Pousada perguntando por Tatá e teve a confirmação de que estava diante do próprio. Então a pessoa se apresentou como Nelson (não deu o nome completo) e pediu um quarto para se hospedar, tendo recebido as chaves de Tatá. Disse que ia guardar suas coisas e dar uma volta na cidade. 

 

No outro dia, pela manhã, conversando com Tatá, o hóspede falou que tinha vindo de Juiz de Fora. Disse que sua esposa era daquela cidade, filha de um médico local, e como estava para dar à luz de seu segundo filho, fora àquela cidade para seu pai fazer o trabalho de parto, tal como no primeiro filho. 

 

Nelson disse a Tatá que há tempos havia lido uma reportagem, num jornal local, sobre seu avistamento de uma grande nave em São Thomé das Letras. Falou que era tenente-coronel-aviador e que ele mesmo agora tinha voado ali, dando caça a objeto voador não identificado num avião Mirage, vindo de Santa Cruz, e junto a ele havia outro caça no mesmo serviço. No relato de Nelson, o segundo caça tinha vindo da Base de Anápolis e por ter apresentado um problema durante a operação, o piloto recebeu ordens de retornar imediatamente - Nelson ficara sozinho durante a caça ao objeto que, para ele, era notado apenas no radar, não chegando a ser visto a olho nu.

 

Conforme pediu Nelson a Tatá, na noite seguinte ambos foram à Pedra do Disco para uma vigília. Durante a sentinela, ambos avistaram três pequenos objetos com luzes alaranjadas fazendo manobras que desafiavam as leis de gravidade. Os movimentos deixaram Nelson intrigado. Diante do insólito, o piloto disse a Tatá que voltaria à Base de Santa Cruz para pegar um binóculo infravermelho e aparelhar-se melhor para observar ocorrências daquele tipo. Então deixou todas as suas coisas no quarto da Pousada. Mas, de modo estranho, os dias passaram e o homem nunca mais voltou.

 

Depois de três meses, não restou alternativa senão entrar no quarto e mexer nas coisas do hóspede obscuro. Tatá queria achar algum endereço para se comunicar com ele ou com a família. Dentre as coisas, havia só uma barraca de acampar, um facão de roçar mato, algumas roupas comuns e uma ordem de pagamento onde havia o nome completo do hóspede e o endereço da Base de Santa Cruz – notava-se que o cidadão parecia ser de fato o tal piloto. Então Tatá não teve dúvida e escreveu para lá, relatando o acontecido, mas nunca recebeu resposta e nada mais soube do tal hóspede que foi embora, dizendo que voltaria, mas jamais voltou. 

 

Em suas pesquisas, Tatá ficou sabendo depois que em Campanha, cidade próxima a São Thomé das Letras, em Minas Gerais, o bispo dom Inocêncio Engelke, que governou a diocese de 1935 a 1960, também já havia relatado o avistamento de um objeto de tamanho descomunal, passando lentamente nos céus daquela cidade. Então Tatá concluiu que a nave-mãe gigantesca que avistara na década de 70 era reincidente em aparições naquela região. 

 

Enfim, os avistamentos do passado pareciam estar interligados agora às ocorrências de 1986, suspeitando-se que a nave-mãe descomunal, testemunhada naquela região anos antes e por pessoas distintas (bispo dom Inocêncio e ufólogo Oriental Noronha), poderiam ser a mesma que havia lançado na Noite Oficial dos UFOs os objetos menores captados no radar pela Força Aérea Brasileira (FAB). Por certo a FAB, ao menos na pessoa do tenente-coronel-aviador Nelson, dera continuidade às investigações da Noite Oficial dos UFOs, ao revisitar dias depois o local de antiga incidência ufológica que tinha potencial para ser foco de onde partiram as naves que os aviões caças detectaram e perseguiram sem obter êxito. 

 

A entrevista dada por Oriental Noronha, o Tatá, está imperdível – leia na UFO 255, já bancas

 

NOTA: Estaremos discutindo este tema no XXIII Congresso Brasileiro de Ufologia - II Encontro de Ufologia Avançada do Rio Grande do Sul, de 25 a 27 de maio de 2018, no Hotel Embaixador, em Porto Alegre. Informe-se sobre o evento clicando aqui.

 

Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos; Lentulus – Encarnações de Emmanuel, publicados pela Lúmen Editorial. E também dos recém-lançamentos: A Epístola Lentuli  e Arquivo Extraterreno. E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte A e Parte B, lançados pela Revista UFO. Conheça-os! Visite também o blog do autor no site da Lúmen Editorial, clique aqui para conhecê-lo. Face book .

 

85. Possível abdução na Pedra do Leão, em São Thomé das Letras

10.02.18 - 13h28
crédito: PedroDeCampos
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O ufólogo e autor Pedro de Campos com o guia turístico Júlio Mendes, possível abduzido em São Thomé das Letras (MG).

Por Pedro de Campos

 

A Revista UFO 254, nas bancas em fevereiro de 2018, traz importante matéria sobre a mística cidade de São Thomé das Letras. Conforme publicamos na revista, o guia turístico Júlio César Souza Mendes nos relata que num belo dia de 1994, por volta das 05h30 da manhã, ele já estava cansado da longa vigília que fizera com algumas pessoas e voltava para casa, quando teve o impulso inusitado de escalar a Pedra do Leão, um local turístico muito conhecido na cidade. Quando o rapaz se deu conta, ele estava lá em cima. “Seria dificílimo e até mesmo quase impossível escalar a Pedra do Leão sem o material necessário para isso, mas de repente eu estava lá em cima”, contou.

 

Estando no topo, sentou-se. Em seguida, sentiu um estranho torpor, pegando num sono pesado, pouco antes do amanhecer, em cima daquela elevação perigosa. Então, de imediato, sonhou com seres de corpo volumoso, de pele lisa e suave, com uma coloração ligeiramente rosada. “As criaturas tinham cerca de um metro de altura, ou pouco mais, e vestiam batas de coloração marrom, puxando para o lilás. A cabeça era grande e redonda, com olhos, boca e nariz muito singelos, como se fossem apenas riscados”, explicou. 

 

Então Júlio Mendes percebeu que estava sentado em uma espécie de mesa e que os seres estavam mexendo nele. Cerca de meia hora depois, ou pouco mais, ele acordou assustado – o Sol já havia nascido. “Foi difícil entender como não caí daquela pedra e perdi a vida!”, exclamou. De fato, qualquer pessoa que durma ou relaxe na Pedra do Leão haverá de cair, dada sua forte inclinação – é preciso atenção constante para manter ali o equilíbrio e não cair. 

 

No dia seguinte, Júlio colocou a mão na orelha direita e notou que não escutava daquele ouvido; depois, ficou surdo do outro. Preocupado, ele foi ao médico – o especialista considerou excesso de cera e fez uma lavagem. Para surpresa de ambos, caiu na bandeja algo com aquele som característico metálico. “Era um pequeno objeto cilíndrico, com cerca de um centímetro, e no centro havia um filamento que parecia enraizar no organismo”, explicou. De modo instintivo, o otorrino saiu rapidamente da sala com a bandeja e, em seguida, ambos consideraram o benefício da retirada daquele corpo estranho, sem darem importância em analisar depois, em laboratório, o elemento retirado. 

 

Somente muito depois, pensando na vigília que fizera à noite, na subida àquela rocha perigosa, no torpor que sentira lá em cima, nas criaturas de fisionomia estranha, na mesa em que fora colocado, nos seres que mexiam em seu corpo e no objeto tirado de seu ouvido pelo otorrino, Júlio considerou a chance de abdução e implante em seu organismo. Não deixe de ler a Revista Ufo 254 – está imperdível. 

 

Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos; Lentulus – Encarnações de Emmanuel, publicados pela Lúmen Editorial. E também dos recém-lançamentos: A Epístola Lentuli e Arquivo Extraterreno. E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte A e Parte B, lançados pela Revista UFO. Conheça-os! Visite também o blog do autor no site da Lúmen Editorial, clique aqui . Face book.

 

84. Caso do Cavalo Sansão – São Thomé das Letras

21.10.17 - 13h22
Categoria: CASUÍSTICA
crédito: PedroDeCampos
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Os autores Pedro de Campos e Oriental Luiz Noronha, o “Tatá”, em São Thomé das Letras (MG).

Por PEDRO DE CAMPOS

 

Chico Taquara foi um indivíduo verdadeiramente incomum em São Thomé das Letras. E com muito interesse ouvimos os casos dele contados por Oriental Luiz Noronha, o “Tatá”, pessoa antiga muito respeitada na cidade. Foi incrível ouvir de Tatá o insólito "Caso do Cavalo Sansão" que será aqui narrado. 

 

Tatá já contou este caso de maneira mais completa em seu livro CD – Chico Taquara, o SerGina, que generosamente me presenteou quando estive na cidade. Vale ressaltar que “Sergina” é nome de origem latina que indica alma protetora, guardiã, defensora, simples, honesta e amável - são as qualificações dadas por Tatá ao enigmático Chico Taquara, embora no sentido oculto tenha outras conotações.

 

Na Ufologia, os casos envolvendo as abduções de animais são geralmente funestos, em razão das experiências alienígenas culminarem por vezes com a morte dos animais, mas o Caso do Cavalo Sansão é uma grata surpresa, com outras conotações intrigantes que também se fazem presentes em certos fenômenos ufológicos.

 

Conta-se que havia na antiga Fazenda Córrego Seco, cidade de Baependi, Minas Gerais, a 50 quilômetros de São Thomé das Letras, um fazendeiro criador de cavalos Mangalarga. Seu reprodutor era um garanhão baio brilhante, com pernas e crina pretas, animal ereto, morfologia exuberante, pedigree de elite e marchador de qualidade. 

 

O cavalo Sansão era a joia da criação da fazenda, adquirido por uma alta soma ainda potrinho, de um fazendeiro da família Junqueira, proprietário da Fazenda Traituba, na antiga Encruzilhada (hoje Cruzília). O animal era estimado pela família dona de Córrego Seco, além de admirado e requisitado a reproduzir por muitos fazendeiros da região. Mas, para desespero dos donos, Sansão havia desaparecido misteriosamente. 

 

Todos na fazenda já estavam cansados de procurar o animal cavalgando na região por vários dias, sem mais esperanças de achá-lo, quando Manoel Galiano Pereira, tratado carinhosamente por “senhor Neco” [vizinho dos pais adotivos de Tatá e quem lhe contou este caso], amigo particular de Chico Taquara, passando pela fazenda sugeriu ao dono ir a São Thomé das Letras e recorrer ao vidente. Neco tinha certeza de que Chico traria o animal de volta, se o cavalo estivesse vivo. 

 

Não obstante o fazendeiro ser católico, ele já conhecia a fama do vidente e resolveu procurá-lo. Chegou bem cedo à caverna onde morava Chico Taquara e narrou a ele sua história. Chico fixou seu olhar nos céus, e disse-lhe: “Hoje é 23 de agosto, meu caro, e somente no dia 12 de outubro é que o cavalo aparecerá em sua fazenda, bem antes do Sol raiar, mas escute com atenção – ele não virá antes desta data. Não adianta procurá-lo mais, porque para onde fora levado e está agora ninguém poderá achá-lo”

 

Tatá ouviu de Neco que o fazendeiro ficara surpreendido com o que acabara de ouvir. Sem entender nada, ele saíra dali meio desiludido, pois achava que o vidente pelo menos lhe poderia indicar o rumo que Sansão havia tomado, para direcionar as buscas. Mas mesmo assim acabou agradecendo a Chico e retornou à fazenda. Contudo, o vidente havia dado uma data para o retorno do animal e todos aguardaram com ansiedade o dia 12 de outubro. 

 

O mês de setembro passou rápido, chegou o mês seguinte e veio o dia aprazado. O fazendeiro ficou na soleira da fazenda, esperando o animal, porque Chico Taquara dissera que o cavalo voltaria naquele dia. Nervoso, o homem gritou ao filho, que estava no curral tirando leite das vacas, para levar depois a égua que estava no cio à pastagem onde se faziam os cruzamentos, local que Sansão conhecia bem, e fosse buscar o garanhão do vizinho para cruzamento, porque a égua já estava no fim do ciclo. Mas recomendou ao filho que fechasse bem a porteira com o cadeado que estava na cozinha, para a égua não sair nem entrar outro cavalo e cobri-la, fazendo uma reprodução indesejada.  

 

O rapaz fez tudo que o pai lhe pediu e, duas horas depois, voltou em disparada, gritando. O fazendeiro assustou-se e correu à porta. O moço apeou do cavalo e, cheio de alegria, disse: “Pai, o senhor não vai acreditar, o Sansão está lá no pasto tranquilamente, pastando! Só fiquei surpreso, pai, que o cadeado já estava ali fechado quando cheguei para colocar a égua e vi o Sansão no pasto; então me aproveitei de estar lá e percorri a cerca toda, para me certificar que não havia sinal de arrombamento, pois quando fora construída colocamos seis fios de arame farpado, justamente para evitar que Sansão fugisse e fosse perturbar as nossas éguas e as dos vizinhos”

 

O fazendeiro ficou exultante – exibia um sorriso largo no rosto e ficou boquiaberto com o que escutará do filho. E o rapaz ainda prosseguiu: “Depois, pai, de me certificar que não havia nenhum arrombamento, fui examinar o Sansão mais de perto, então percebi que o cavalo está com o pelo mais limpo, bem tratado e mais bonito do que quando sumiu – vamos lá, para o senhor ver”

 

E o moço ainda reforçou o episódio insólito: “Agora, pai, como o cavalo entrou no pasto, não sei explicar ao senhor, pois o cadeado, como lhe disse antes, já estava trancando a cerca”

 

Conforme apurado nas inspeções, o cavalo não havia arrombado nem pulado a alta e reforçada cerca de arame farpado. A porteira do pasto, a seu turno, fora fechada com o cadeado que estava dentro da casa, mas por ninguém da residência nem por qualquer agregado da fazenda – algo indefinido do tipo poltergeist havia feito o serviço de tomar o cadeado da cozinha e fechar a porteira. Tampouco o animal voltara da misteriosa abdução machucado – ao contrário, estava mais bonito, mais bem tratado do que quando fora levado quase dois meses antes.  

 

Por lógica, o cavalo teria entrado na pastagem por cima, mas vindo das alturas, ou entrado naquele ambiente por algum meio ainda mais insólito, talvez por uma porta dimensional viajando por fora do nosso espaço, num universo paralelo, conforme aventa a Teoria dos Buracos de Minhoca, hipótese hoje a ser tomada para se tentar entender a ocorrência. Mas então se indaga: quem teria feito o serviço? 

 

Particularmente, este autor, interpretando o caso em conjunto com os demais feitos insólitos, vividos por muitos em São Thomé das Letras, os protagonistas da abdução seriam entidades alienígenas, sem que haja elementos para se concluir se eram extraterrestres (ETs físicos, astronautas de um planeta indefinido) ou se ultraterrestres (UTs ultrafísicos, entidades menos materiais oriundas de alguma estratificação dimensional do espaço-tempo). Em suma: “eles” seriam supostamente algo como os chamados “anjos” da Antiguidade, benfeitores dos céus que as Escrituras Sagradas dão como entidades presentes na Terra nos primórdios. 

 

Chico Taquara, por sua vez, pessoa profundamente enigmática, que não se conhece dele o nascimento nem a morte, mas apenas sua aparição e estadia enigmática em São Thomé das Letras, indivíduo que fora colocado nela já adulto e tomado depois por quem antes o colocara, trouxe o animal de volta no dia aprazado. O Caso Chico Taquara trata-se de evento que nos faz lembrar um pouco a Enoque, indivíduo mencionado em Gênesis 5:21-24Hebreus 11:3,5, passagens bíblicas que devem ser lidas por quem tiver interesse em outros desenvolvimentos. 

 

Na mística cidade de São Thomé das Letras, coisas aparentemente impossíveis são realizadas com o poder da mente e, também, com a reprogramação da mente. E ainda com a mente, chega-se a contatos com vidas de outras dimensões do espaço temporal. Algo verdadeiramente incomum ocorre a muitos que passam o pórtico dessa cidade extraordinária. 

 

Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos; Lentulus – Encarnações de Emmanuel, publicados pela Lúmen Editorial. E também dos recém-lançamentos: A Epístola Lentuli e Arquivo Extraterreno. E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte A e Parte B, lançados pela Revista UFO. Conheça-os! Visite também o blog do autor no site da Lúmen Editorial, clique aqui para conhecê-lo. Face book.

 

 

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83. São Thomé das Letras – portal para outros mundos

03.10.17 - 15h14
Categoria: CASUÍSTICA
crédito: PedrodeCampos
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O autor e ufólogo Pedro de Campos com o contatado e guia turístico Júlio César Mendes na porta da Pousada do Tatá, em São Thomé das Letras (MG).

Por PEDRO DE CAMPOS

 

A misteriosa cidade de São Thomé das Letras está edificada sobre uma montanha de pedras no sul do estado de Minas Gerais, na borda da Serra da Mantiqueira, em uma elevação de 1440 metros, o que lhe proporciona um clima tropical agradável. A cidade é tida como um dos sete pontos mais energéticos da Terra, oferecendo aos visitantes belezas naturais revestidas de mistérios e agradáveis surpresas. Vale a pena conhecê-la.

 

Os guias turísticos locais são unânimes ao afirmar que não apenas os que gostam de cachoeiras, de rios e de pedras visitam a cidade, mas também os que têm interesse em conhecer uma geografia exuberante, fazer fotos belíssimas, observar ocorrências ufológicas nos céus e praticar esportes radicais com motos, bicicletas, caminhadas, deslizar na tirolesa, fazer escaladas e descer no rapel.

 

A cidade seduz científicos interessados em minérios, ufologistas investigadores, espiritualistas que buscam por boas energias, conhecer lendas antigas, saber de casos místicos fantásticos e da cultura própria da região. Em razão dos casos fantásticos vividos por esses frequentadores, equipes de cinema e televisão procuram a cidade para fazer filmagens e documentários apreciados em todo o mundo.

 

Tudo começou ali quando os bandeirantes paulistas fizeram contato com os ferozes índios Cataguases, cujas aldeias eram comuns ao largo da região. O padre Francisco Alves Torres inaugurou a primeira capela a 23 de março de 1770, ao lado da Gruta São Thomé, formando ali o arraial em que moraram os primeiros civilizados.

 

Então o povoado passou a fazer parte da Vila de São João Del Rei. E, em 1785, o colonizador português João Francisco Junqueira mandou construir outra igreja, no lugar da antiga capela, hoje a matriz da cidade. E mais tarde, conforme o antigo costume, o principal da cidade foi sepultado na igreja, seguido depois por seu filho, Gabriel Francisco Junqueira, o Barão de Alfenas. 

 

A PEDRA DE SÃO THOMÉ

 

A riqueza mineral de São Thomé da Letras fixou ali a extração do quartzito, o que fez a rocha ficar conhecida como Pedra de São Thomé. A história desse minério dá conta de que com o passar das eras geológicas o quartzito se consolidou como rocha, mas continuou sofrendo fenômenos de metamorfose que lhe alteraram a composição original, dando-lhe nova estrutura interna e uma nova forma exterior. Essa rocha vulcânica é formada por grãos de quartzo, ligados por um cimento silicioso. A rocha não sofre danos com o aquecimento solar, tem alta resistência a produtos químicos e é muito resistente a altas pressões. Para os místicos, ela é uma rica fonte de energias positivas. 

 

No mais das vezes a rocha é achada em tonalidades claras como a neve e, em menor quantidade, nas cores amarela e rosada. Estudos mostram que o quartzito de São Thomé das Letras é composto essencialmente de 90–95% de quartzo. É exportado para a Europa e à Ásia, concorrendo com o mármore e o granito em acabamentos de pedra com rara beleza e sofisticação. Contudo, a extração desordenada do quartzito destruiu parte das belíssimas colinas da região, marcando suas elevações com enormes manchas brancas, típicas da mineração descontrolada, o que veio embrutecer a paisagem natural e causar desarmonia ao ambiente, deprimindo melhor afluência turística à cidade. 

 

ORIGEM DO NOME DA CIDADE

 

Pelos idos de 1700, havia na região um escravo de nome João Antão, da Fazenda Campo Alegre, do capitão João Francisco Junqueira. O escravo almejava sua liberdade e fugiu da fazenda, abrigando-se na hoje conhecida Gruta de João Antão. Viveu ali da caça, da pesca, das frutas e raízes. Certo dia chegou ao escravo fugitivo um senhor estranho, mas de boa aparência, trajando roupas claras e radiantes. 

 

O escravo abriu seu coração e contou a esse senhor enigmático sua ânsia de viver em liberdade, condignamente, sem maus tratos. Então o estranho escreveu um bilhete e disse a ele para levá-lo ao seu senhor e contasse tudo o que lhe acontecera para fugir da fazenda. 

 

O escravo não sabia ler nem escrever, mas confiou naquele estranho bondoso, voltando à fazenda com o bilhete para o capitão Junqueira. Este, surpreso com o retorno do escravo, ficou admirado ao ler a mensagem comovente escrita no papel com belíssima caligrafia, que ninguém era capaz de fazer naquela região distante. 

 

O capitão quis saber quem havia escrito a mensagem e ouviu a história do escravo. Intrigado, ordenou que o levasse ao local, onde estava o estranho homem. Quando chegaram à gruta, não viram ninguém, mas num canto havia uma pequena imagem esculpida em madeira, que o capitão, homem muito religioso, identificou como o apóstolo São Thomé. Então levou a estatueta para casa, mas ali ocorreu um fato inesperado: a imagem sumiu! 

 

Naquela noite, o capitão tivera um sonho, então voltou à gruta e encontrou a estatueta no mesmo lugar. Intrigado, pensou que alguém havia levado de volta o ícone religioso. Então tornou a levar a estatueta para casa, mas ela sumiu no dia seguinte. Desconfiado, o capitão voltou à gruta, e lá estava novamente a estátua. Então compreendeu que ocorrera ali um fenômeno de desaparição e transporte da imagem, chamado hoje de apport.

 

Este tipo de teleportação física notável foi muito estudado no final do século XIX por vários científicos, dentre os quais Sir William Crookes, famoso físico-químico britânico descobridor do Tálio (Tl), que confirmou fatos similares, concluindo que tais feitos “sugerem a atuação de uma inteligência externa” [CROOKES, William. Researches in the phenomena of spiritualism (Pesquisas nos fenômenos do espiritualismo). London: J. Burns,  1874, p.101]

 

O capitão Junqueira, vendo que a estátua queria ficar na gruta, mandou construir ali uma singela ermida, ao lado da caverna, para deixar a imagem. E como havia num paredão da cava várias inscrições em tons avermelhados (grafias rupestres talvez de antepassados dos índios Cataguases), semelhantes a letras, o estranho caso de João Antão acabou sendo responsável pelo batismo do local com o nome de São Thomé das Letras. Depois, no mesmo local, haveria de ser construída pelo padre Francisco a primeira capela. 

 

LENDA DO VISITANTE THOMÉ

 

Desde aquela época, as pessoas mais impregnadas de religiosidade interpretam que o estranho senhor vestido de branco resplandecente fosse o próprio Thomé Dídimo, apóstolo que chegou a duvidar da materialização de Cristo na chamada ressurreição. 

 

E para muitos, antes mesmo do aparecimento da imagem na gruta, o apóstolo Thomé já teria se transladado espiritualmente a terras distantes e interagido com os nativos, motivo pelo qual a nação dos Cataguases e muitas outras nações indígenas já falavam entre si sobre a lenda de Sumé, antes mesmo da influência religiosa dos colonizadores no século XVI.

 

O nome Sumé entre os índios, que teria se originado da estadia insólita de Thomé nas terras brasileiras no início da Era Cristã, também fora ouvido pelo padre Manuel da Nóbrega e outros religiosos que estiveram no Brasil. São episódios históricos registrados nas Cartas Jesuíticas I [Itatiaia, 1988, pp.91,101] revestidos de crença e mistério ao associar o nome “Thomé” dos portugueses colonizadores ao “Sumé”, pronunciado pelos nativos (Zomé; Sumé).

 

O padre Nóbrega soube pelos Tupinambás que duas pessoas, uma das quais chamavam Zomé, lhes haviam ensinado o uso da mandioca. Os avós desses nativos lhes contaram que com receio desses benfeitores visitantes, os índios dispararam flechas, mas as setas voltaram contra, para alvejar quem havia disparado. De modo incrível, conta-se que a floresta lhes abria caminho para fuga e que os rios separavam as águas para lhes dar passagem. Os índios acrescentavam ainda que Zomé lhes havia prometido voltar. E para provar ao padre que falavam a verdade, mostraram as pegadas fossilizadas na beira do rio, que Nóbrega foi conferir, ficou boquiaberto e informou os seus superiores na Europa, carta que hoje é documento da História do Brasil

 

O nome Zomé, segundo deduzido por outros, seria uma corruptela do nome “Zemi” dos povos indígenas do Caribe, que designa divindade, espírito ancestral ou objeto escultural que abriga um espírito. Os do Paraguai chamavam-no de “Pay Sumé”, o Pajé sacerdote da tribo (Pay; Paié; Paj).

 

FENÔMENO DE BILOCAÇÃO

 

Cabe-nos então entender os fenômenos psíquicos estudados na parapsicologia espiritista. O fenômeno da bilocação pertence ao grupo dos fenômenos objetivos, pois o corpo plasmado é visível a todos. Indaga-se: como seria possível o apóstolo Thomé em terras distantes? A chamada “bilocação” ocorre quando o espírito encarnado deixa seu corpo físico em estado de sono ou apenas de sonolência, emancipa-se dele e projeta-se a outra localidade, sendo que no local distante, usando fluidos especiais, produz para si um simulacro corpóreo de duração limitada e assim interage com outras pessoas. Trata-se da presença simultânea do indivíduo em dois lugares diversos ao mesmo tempo.

 

Assim ocorre a chamada “bicorporiedade”, na qual o corpo está presente aqui e acolá, sendo notado fisicamente em dois lugares ao mesmo tempo. No local em que deixara o seu corpo físico, ele é visto geralmente descansando, e aonde fora interagir distante, é notado em plena atividade, embora com duração relativa, pois ao acordar do estado sonambúlico daqui, a forma materializada de lá esvanecesse. Trata-se de um desdobramento da alma com materialização à distância, evento relatado pela Igreja na vida dos Santos, realizado por espíritos notáveis, essencialmente puros. 

 

Assim, em termos psicobiofísicos, seria possível ao apóstolo Thomé realizar tal feito enquanto encarnado. E se estivesse desencarnado, poderia fazê-lo mais facilmente com outros fluídos e tempo mais estendido de materialização para interagir com os índios, o que se encaixaria melhor ao caso. Nestes termos, em teoria, seria possível a Thomé (encarnado ou desencarnado) fazer-se Sumé. 

 

Contudo, há chance também de não se tratar de um espírito encarnado na Terra nem de falecido do mundo espiritual que voltara, mas de um ser alienígena que aqui aportara com seu engenho voador, fizera contato e ensinara aos índios práticas benéficas e inovadoras, porque tal hipótese também se faz teoricamente possível. Assim, o que temos no caso Thomé são apenas possibilidades e o fato de que os padres, em trabalho de catequese, escutaram dos índios que Sumé estivera com eles e que lhes ensinara muitas coisas úteis. Quem seria de fato tal entidade... – impossível saber.

 

SUMIÇO DA CRIANÇA E SUA VOLTA INCOMUM

 

Cerca de um século e meio já havia passado desde o caso do escravo Antão, quando ocorreu um novo fenômeno intrigante em São Thomé das Letras. Quem conta os acontecimentos e dá uma contribuição inestimável à memória da cidade é o historiador Oriental Luiz Noronha, o “Tatá”. Ele narra que os descendentes do antigo capitão Junqueira moravam então em um pequeno sítio. José Francisco de Góes Gonçalves, um desertor da Guerra do Paraguai, e Ana Cândida Junqueira de Jesus, filha natural de um fazendeiro da família Junqueira, mulata não muito escura, bonita e de cabelos lisos (mestiça de índio), foram os pais de Francisco de Góes Gonçalves, conhecido depois como Chico Taquara, figura que teve um nascimento intrigante.

 

Conta-se que corria o ano de 1840, num lugar chamado Cainana, quando aconteceu essa história cheia de mistério. Ana estava gestante, quase para dar à luz, quando após discutir com o marido que estava alcoolizado e ser ameaçada de apanhar, refugiou-se em uma caverna da região. Nesse local isolado, ela foi acolhida por seres luminosos que a levaram para uma cidade ultrafísica, em outra dimensão do espaço temporal. Ali foi adormecida e quando acordou do sono induzido, estava sem barriga. As entidades lhe fizeram o parto, deram-lhe roupas novas e trataram da sua recuperação. Ana voltou para casa, mas chegou sem o filho que lhe havia nascido. 

 

Quando José a viu, estranhou sua boa aparência, sem barriga e com roupas novas. Escutou a fantástica história sobre os seres luminosos, sobre a tal cidade em que fora dar à luz e sobre a criança nascida que ficara ali para ser criada pelos seres enigmáticos. José reclamou inconsolável o sumiço do filho, que conforme a mãe havia ficado aos cuidados das entidades luminosas. Curiosamente, José nunca mais bebeu.

 

Os anos passaram. Eis que uns 25 anos depois, apareceu na propriedade o moço, filho do casal, que foi chamado por eles de Chico, o Taquara. Mas o moço não disse aos pais quem era ele, apenas os ajudou na colheita de milho. José morreu em seguida, sem saber que Chico era seu filho. Chico Taquara se mostrou uma pessoa inigualável em qualidades e em bondade de coração. Não passou muito e ficou conhecido pelas curas extraordinárias que operava e por outros eventos fantásticos que o cercavam. 

 

EPISÓDIOS DA VIDA DE CHICO TAQUARA

 

Sua aparência, conforme contada pelos antigos, era de um homem bonito, alto, branco, olhos azuis muito claros, barba e cabelos compridos que nas pontas tinham argolas de ferro penduradas. Curiosamente, Chico conversava com os animais e, quando batia a mão nos ombros, ou palmas, os passarinhos pousavam em seus ombros ou em sua cabeça. Conta-se que andava pelo povoado levando cinco vacas e cinco bezerros mestiços, e que antes de entrar em algum estabelecimento riscava um círculo no chão, de onde os animais, curiosamente, não saiam. 

 

Por vezes, Chico se fazia acompanhar por abelhas e outros insetos, pois costumava untar os cabelos com cera de abelhas. Conta-se que sua casa era uma gruta próxima à cidade, onde estivera sua mãe grávida, quando fora acolhida pelas entidades luminosas e dera-lhe à luz. Era um homem cheio de virtudes, tendo feito ali muitas proezas beneficentes, em especial curas extraordinárias.

 

Conta-se que o sitiante Pedro Garcia Ferreira, da cidade de Cruzília, fora picado por uma cascavel; sem recursos de soro antiofídico na pequena cidade, o homem foi procurar por Chico Taquara, que benzeu sua perna e fez uma oração estranha, mas disse que, para a prece ter efeito, o homem teria de passar a pé pela porteira da fazenda; o fazendeiro foi levado por dois agregados, mas ao passar pela porteira foi picado por outra cobra; então lhe bateu o desespero e ele pensou que fosse morrer; uns dias depois, o homem foi ao médico em Baependi, cidade com mais recursos, que examinou as feridas e disse que as duas estavam regredindo, porque a picada da segunda cobra produzira o efeito antiofídico, cujo soro estava em falta naquela cidade e em outras cidades vizinhas. O fazendeiro ficou curado com a intervenção insólita de Chico Taquara. 

 

Outro caso contado por Tatá (também contado pelos falecidos Altamiro Rosa, morador na Fazenda Lagoa, e por João Francisco de Souza, o “João Cota”, morador de uma fazenda na beira da estrada a caminho do Sobradinho) é o da esposa do sitiante Joaquim, que estava para dar à luz o terceiro filho. Quando Ana apenas começou a entrar no trabalho de parto, bateu desespero no marido, porque notou que a criança iria nascer pelos pés. Então o socorro teria de ser urgente. Naquele local ermo, longe da cidade, ele não viu outra saída senão rezar. Em prece, lembrou-se de Chico Taquara. Então não teve dúvida, pegou o cavalo e saiu em disparada até a gruta onde morava o benfeitor, pois era longe do sítio. Ao chegar, Chico já estava ali esperando, na entrada da gruta, e disse-lhe para voltar para casa que ele já estava indo, mas dava mostras de já saber o que se passava. 

 

O homem, contrariado, voltou a galope para acudir a mulher. Ao avistar sua casa ao longe, estranhou a fumaça da chaminé - pensou em quem poderia estar usando o fogão, se ali só havia sua esposa acamada. Imaginou que talvez fosse o seu filho mais velho que, apesar de trabalhar numa roça distante e só chegar ao anoitecer, naquele dia poderia ter voltado mais cedo. Mas, ao entrar em casa, Joaquim viu Ana de pé, à beira do fogão, esquentando um tacho d'água. E no quarto havia um recém‐nascido chorando no berço e esfregando os pezinhos. “Graças a Deus! – exclamou o homem – chamei Chico Taquara sem necessidade”. Mas a mulher, cheia de felicidade, o repeliu: “Como? Faz apenas uns minutos que Chico saiu daqui, após fazer o parto!"

 

FOTO E TOCA DE CHICO TAQUARA

 

Chico Taquara andava por toda a região e gostava de subir no alto da montanha. Por vezes se sentava nas pedras altas e meditava longamente, em profundo silêncio. Outras vezes, ajoelhava-se e ficava em prece. Mas certo dia, de repente, sem qualquer explicação que se saiba, ele simplesmente desapareceu. Há quem creia que ele tenha sido devorado pelas onças que haviam da região, outros acham que simplesmente teria retornado para o seu povo, ao seu verdadeiro mundo, porque sua missão havia terminado. 

 

O fato é que, em 1926, aos 86 anos, Francisco de Góes Gonçalves, o Chico Taquara, simplesmente desapareceu de São Tomé das Letras – ninguém jamais soube o seu paradeiro e o seu copo jamais foi encontrado. Conta-se que o estranho e benemérito vidente era uma dessas entidades que entram no mundo tridimensional pelo pórtico da gruta e, por essa mesma porta dimensional, alcança outros mundos desconhecidos, dada sua condição diferenciada. 

 

A foto dessa pessoa incomum, uma verdadeira raridade de 1923, era propriedade do senhor Manoel Galiano Pereira (o moço mais novo, ao lado de Chico na foto), que a dera de presente a Oriental Luiz Noronha, o “Tatá”. Este, por sua vez, quando recebeu em sua casa o amigo escritor, Vitor Manuel Adrião, presenteou-lhe a foto para estampar em livro, e o escritor efetivamente assim o fez, em História Secreta do Brasil [São Paulo: Madras, 2004, p. 245], tendo registrado na edição o crédito da foto a Tatá.

 

O local onde viveu Chico Taquara é conhecido como Toca de Chico Taquara. Localiza-se a 4 km do centro, a uma altitude de 1.500 metros, num descampado onde se eleva uma plataforma de arenito com 8 metros de extensão por 2,5 m de altura, oferecendo uma marquise natural para abrigo. Impressionam no teto as sinalações rupestres muito antigas, a mais ou menos 2,2 m de altura, onde se vê um grupo de pinturas em vermelho, já muito alteradas. O grafismo à direita mostra uma figura incompleta, semelhante à pena de ave, tendo abaixo, sugestivamente, um pássaro voando; pouco à esquerda, nota-se uma serpente com duas outras mais à abaixo, ambas interligadas por linhas diagonais paralelas como se a serpente maior estivesse dando cria; três outros grafismos são representações de difícil identificação, sugerindo bioformas indistintas; finalmente, a última sinalação à esquerda sugere uma maritaca comum do local, virando a cabeça para alcançar com o bico um inseto voador. Nesse local incomum, o vidente passou a maior parte de sua vida. 



GRUTA DO CARIMBADO

 

Gruta do Carimbado, por sua vez, é local em São Thomé das Letras que sensibiliza os aficionados por Ufologia. Ela está situada a uns 5 km da cidade. Tem-se que haja nela uma porta de entrada para uma civilização intraterrena, um portal por onde passam seres que atravessam as barreiras físicas e adentram ao interior das montanhas, enveredando-a até a cidade de Machu Picchu, no Peru, a 4.000 quilômetros de distância, onde "eles" saem por outro pórtico e dali vão alcançar os céus.

 

Mas se fala ser inútil enveredar ao fundo dessa caverna para buscar o final do caminho; quem adentrou, chegou a percorrer nela 100 metros (a quem exagere falando em 15 km) sem achar o fim. E a cada passo o percurso fica mais difícil, as passagens estreitas e o ar irrespirável, constituindo risco à vida. É dado que a verdadeira entrada seja outra – uma porta dimensional que exige a conversão da matéria em energia e vice-versa, para entrada imediata e saída distante, como realizadas pelos seres ultraterrestres que agem ali e são testemunhados.  

 

Não são poucos os visitantes da gruta que afirmam sentir uma vigorosa energia quando fecham os olhos. Assim conseguem visualizar um portal magnificamente luminoso, que esplende luzes de vários matizes, sons indizíveis e música suave, capaz de levar o corpo e a alma em um transporte por fora do nosso espaço temporal, acessando uma não localidade física, indescritível ao senso concreto, longínqua, sublime e ao mesmo tempo de acesso quase imediato. 

 

A gruta já foi muita frequentada no passado, mas houve grande degradação do ambiente, excessos de toda ordem e perigos que se tornaram ainda maiores, obrigando as autoridades a proibir o acesso, vedando a entrada. A Caverna de Chico Taquara fica perto da Gruta do Carimbado, em caminho relativamente difícil de ser achado, por ficar meio escondido nos arbustos.

 

EXPERIÊNCIA UFOLÓGICA

 

inúmeras testemunhas dando conta de que seres em naves alienígenas sobrevoam São Thomé das Letras, fazem contato com o homem e há casos, inclusive, de abdução. Os avistamentos com contatos telepáticos são inúmeros. As próprias entidades dizem às testemunhas que são nativas de um mundo dimensional e, por isso, são assim relatadas. Falam que procuram por pessoas espiritualizadas, porque haveria nelas mais capacidade de comunicação mental, mais propensão ao contato e capacidade de repassar informações sem distorcê-las. 

 

Há também seres que informam terem vindo de planetas infinitamente distantes, impossíveis de alcançar com o nosso saber técnico-científico atual, mas que o homem haverá de superar tal estágio de conhecimento e alcançar uma ciência hoje apenas imaginada como mera ficção. 

 

O morador e guia de turismo Júlio César Souza Mendes, do espaço cultural de vivências da cidade, conta ainda intrigado uma de suas estranhas experiências: 

 

“Foi a 21 de junho de 1991, por volta das 6 horas da manhã. Eu estava no Cruzeiro, onde passei a noite em vigília, observando os céus. Tinha sido uma noite de intensa atividade ufológica, com pequenas sondas cruzando os céus da cidade”

 

Júlio explica que a madrugada era fria, mas os avistamentos seguiam quentíssimos. Até que surgiu ao longe algo estranho, que parecia vir rolando no ar. Então apareceu uma luz lá no vale, naquela estradinha de terra que vai de São Thomé à Cachoeira da Eubiose e também às outras... Ele conta: 

 

“Cheguei a pensar em caminhão, até que a luz saiu da estrada e passou por cima da mata, então não poderia ser um veículo terrestre. Ela foi deslizando devagar sobre a encosta da colina onde está a cidade, depois subiu até perto da Pedra da Bruxa. Na borda dessa elevação, o UFO contornou a uns 20 metros de distância de onde estava eu, então pude ver que era uma nave em forma de disco voador, como dois pratos, um de boca para o outro”. 

 

Júlio se recorda de que no meio do objeto havia um cinturão de luz e, mais para cima, uma cúpula também translúcida, mas a luz não saia, parecia contida dentro do objeto. De repente, lá em cima, o objeto deitou um pouco e viajou de lado, inclinando para baixo, como se quisesse ver melhor o solo. 

 

“Então veio em minha direção – aí meu coração acelerou. Mas logo fiquei calmo e deu para ver dentro, estava todo iluminado. Um ser de aparência absolutamente humana, ligeiramente moreno, cabelos pretos, curtos e feição serena, observava tudo de pé, dando para ver sua feição a meio busto, trajava uma vestimenta de cor prata, justa ao corpo”. 

 

A nave passou acima de Júlio. Deu para ver sua parte inferior, onde havia um bojo arredondado projetando luz alaranjada de uma parte e violeta de outra. Ele notou também um som muito baixo, como o de transformador elétrico. A fuselagem da nave, aclarada pela sua própria luz, era de um alumínio fosco. Então o objeto seguiu o seu caminho e desapareceu à longa distância.


ADORMECEU E... SONHOU?

 

Júlio César ainda relata que em 1994, por volta das 05h30 da manhã, ele já estava cansado da longa vigília que fizera com algumas pessoas e voltava para casa, quando teve o impulso inusitado de escalar a difícil Pedra do Leão. Quando se deu por si, já estava lá em cima. “Seria dificílimo e até mesmo quase impossível escalar a Pedra do Leão sem material para isso, mas de repente eu estava lá em cima”, contou.

 

Estando no topo, sentou-se. E sentiu em seguida um estranho torpor, pegando um sono pesado, pouco antes do amanhecer, em cima daquela pedra alta. Então sonhou com seres de corpo volumoso, pele lisa, suave, de coloração ligeiramente rosada. “As criaturas tinham cerca de um metro de altura, ou pouco mais, e vestiam batas de coloração marrom, puxando para o lilás. A cabeça era grande e redonda, com olhos, boca e nariz muito singelos, como se fossem apenas riscados”, explicou. 

 

Então Júlio percebeu que estava sentado em uma espécie de mesa, e que os seres estavam mexendo nele. Cerca de meia hora depois, ou pouco mais, ele acordou assustado – o Sol já havia nascido. “Foi difícil entender como não caí daquela pedra e perdi a vida!”, exclamou. De fato, qualquer pessoa que durma ou relaxe na Pedra do Leão haverá de cair, dada sua forte inclinação para frente – é preciso atenção constante para manter ali o equilíbrio.

 

No dia seguinte, Júlio colocou a mão na orelha direita e notou que não escutava daquele ouvido; depois, ficou surdo do outro. Preocupado, ele foi ao médico – o especialista considerou excesso de cera e fez uma lavagem. Para surpresa de ambos, caiu na bandeja algo metálico, com som característico. “Era um pequeno objeto cilíndrico, com cerca de um centímetro, e no do centro havia um filamento que parecia enraizar no organismo”, explicou. De modo instintivo, o otorrino saiu rapidamente com a bandeja e ambos consideraram o benefício da retirada do corpo estranho. 

 

Somente depois, pensando na vigília que fizera à noite, na subida àquela rocha perigosa, no torpor que sentira lá em cima, nas criaturas de fisionomia estranha, na mesa em que fora colocado, nos seres que mexiam em seu corpo e no objeto tirado de seu ouvido, Júlio considerou a chance de abdução e implante em seu organismo. 

 

ALÉM DOS LIMITES DA MATÉRIA

 

O que haveria de tão especial em São Thomé das Letras e regiões circunvizinhas para tantas ocorrências místicas e eventos ufológicos não se sabe com certeza. Os engraçadinhos, por sua vez, que usam drones, balões infláveis e outros artefatos aéreos não percebem a própria ingenuidade ao tentarem sobressair-se e afetar o natural da cidade, achando que assim enganam moradores e visitantes, porque tais fraudes são percebidas pelas pessoas e facilmente identificadas pelos ufólogos. 

 

Para muitos, em especial aos espiritualistas, em razão das aparições e contatos já testemunhados, haveria no subsolo de São Thomé das Letras algum mineral de proporções enormes, composto de energias que seriam extraídas por seres alienígenas de ao menos duas origens. Uma – astronautas de mundo tridimensional infinitamente distante, que usariam tais energias em suas viagens incompreensíveis para nós do ponto de vista científico. Outra – entidades ultrafísicas de corpos formados por um plasma de energia, postados em uma esfera dimensional, diferente da nossa, talvez apenas uma lateralidade menos material ou uma oitava além da solidez da matéria, cuja elasticidade do plasma provocaria insights de adensamento, aparições de luz e sensibilidade física por coalescência do plasma manipulado. 

 

Quem sabe um dia, talvez, possamos contatar oficialmente tais astronautas ou tais entidades menos materiais, para termos informações objetivas que nos ajudem a entender o que se passa nesses mundos ignotos, que por agora se acham muito além do nosso conhecimento científico.

 

 

Pedro de Campos é autor dos livros: Colônia Capella; Universo Profundo; UFO – Fenômeno de Contato; Um Vermelho Encarnado no Céu; Os Escolhidos; Lentulus – Encarnações de Emmanuel, publicados pela Lúmen Editorial. E também dos recém-lançamentos: A Epístola Lentuli  e Arquivo Extraterreno. E dos DVDs Os Aliens na Visão Espírita, Parte A  e Parte B, lançados pela Revista UFO. Conheça-os! Visite também o blog do autor no site da Lúmen Editorial, clique aqui.   Face book.

 

 

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